Da natureza apareceu,
Cultivada com amor,
Eis então que se ergueu,
A mais bela flor.
Desfragmenta-se o corpo,
Para que caiba em seu vestido,
Depois de todo aperto que passou,
Mui bela agora que se incorporou.
Com seus cabelos vermelhos,
Conquistou muitos alheios,
Com seu perfume atrativo,
Deixou o morto, vivo.
Despeço-me de ti com um sopro ao vento,
Viajando nas nuvens que se transformou,
Desejo que em outro lugar possa fazer chover,
Dessa estonteante flor-chuva que aqui pude viver.
Eron Murta
Clavículas de Salomão
Há 16 anos

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