Agradecemos sua visita.


Como a luz que ilumina a escuridão,
eis que surge o salvador, misantropo e ator,
camuflado nos refrexos dos seus olhos,
para lhe livrar da dor


Eron Murta

domingo, 31 de agosto de 2008

Consequência

Descalço, magro, sem carinho, sem amor,
Pediu água em sua casa, e você já o julgou,
Chamou de bandido, chamou de vagabundo,
Aquela criança faminta agora virou homem do mundo.

Não pede, não quer, ele manda, ele mata,
Você criou o bandido e agora quer fechar a casa?
Tem medo da criança que agora é um adulto,
Anda com uma arma na cinta, só se mete em tumulto,

Ele vai voltar e não vai mais pedir esmola,
Aquela criança que você julgou não joga mais bola,
Ela continua igual, mas com a mente engatilhada,
Sabe aquela criança? Morreu quando negaram água,
Agora agüenta as conseqüências, agora agüenta este homem,
Que você ajudou a criar, e agora não passa mais fome.

Hoje você ta de luto por causa desta cria,
Este homem matou o seu filho assim como você queria,
Esta é a conseqüência daquilo que você criou,
O moleque de ontem hoje se transformou,
Esta é a conseqüência daquilo que você criou,
O moleque de ontem, hoje se transformou.

Patrick Araujo

Oh morte

A vocês deixo a imagem de luz,
de trevas pairando no ar, deixo meu sorriso,
deixo milhas de lagrimas, a vocês deixo as lembranças
da vida quando não estava por perto,
deixo também a minha caretice, deixo os meus pensamentos,
deixo a imagem da vida fácil, deixo a imagem do embaraço vital,
deixo minha assinatura no grande livro, que o sangue a borrou,
deixo um fio de cabelo, deixo a valorização dos mortos,
deixo a minha valorização,deixo a desvalorização da vida, deixo a sua...
deixo as musicas ainda nem lançadas,
deixo a gravação de uma voz ainda a ser escutada.

Deixo a morte TE dominar, ela tão viva, tão radiante, tão agradável,
tão irresistível, tão fabulosa, cheia de mistério, cheia de surpresa,
cheia de amor para dar,cheia de fantasia a desvendar,
como alguém pode resisti-la?

Oh morte, tu que és minha sorte, razão de viver, vinho a beber,
Livro a ler, caminho a esconder, amor a viver,
Presente a ter...

Oh morte, te deixo a minha sorte....


Eron Murta

sábado, 30 de agosto de 2008

Nova Oligarquia

Acenderam no Brasil a chama da democracia;
Surgia a esperança do povo que perecia;
Põe fim à ditadura moralista, mórbida e fria;
Começa um novo processo político quem diria;
Poder pleno do povo, talvez o fim da burguesia;
Não! Começava um novo retrocesso, dia após dia;
Os sonhos duraram pouco, o plano Collor os destruía;
Novos bugueses surgiam, aglomerados em Brasília;
O nosso voto na urna seria a salvação, seria;
Mas a cada três políticos eleitos, um se corrompia;
Nada de ordem, nada de progresso, apatia;
Num dia de fúria, a classe média se revoltaria;
De caras pintadas nas ruas, o governo Collor cairia;
A nova cara do Brasil é de justiça, mesmo que tardia;
Mas tinta sai do rosto, a justiça sai de cena, covardia;
Não foi dessa vez que se realizou o sonho de democracia;
Novas eleições, novos políticos, mesmas atitudes, utopia;
O poder agora é de poucos, o poder do povo é ninharia;
O rico fica cada vez mais rico, o pobre sucumbia;
Para não perderem mais o controle, simples, burocracia;
Alterna-se-ão no poder ano após ano, o povo perdia;
Tão mais forte o povo não o poder do voto, dormia;
Com latência, moldaram a justiça, um foro os privilegia;
Até quem de esquerda se rotula, após eleito se aproveitaria;
Assim se concentra o poder sempre para os mesmos, nostalgia;
Meu sonho não acabou, o povo ainda pode ter o poder um dia;
Mas por enquanto não existe democracia, apenas uma nova oligarquia.


Alexandre - vulgo Teteti

Anjos injustiçados


Anjos que vieram do céu
Que na terra desconhecem o doce,
Apenas o amargo do fel,
Condenados a viver sem alegria,
Sem conhecer de fato o que representa, uma família.
Sem o aconchego de um lar,
Sem algum herói em sua volta para que possa se espelhar,
Anjos que aos poucos vão perdendo seu brilho
Rodeados por violência, mortes, trafico e tiros.

Tachados como futuro de nossa nação,
Tratados como bicho, sem amor e compaixão.
Explorados por dinheiro,
No jogo cruel da vida jogados pra escanteio,
Anjos que para sociedade são irrelevantes,
Se afundando em drogas, e “brincando” com balas traçantes,
Anjos que pelo homem e sua sociedade hipócrita,
Foram transformados em demônios,
Anjos que pelo homem e sua sociedade hipócrita,
Desde cedo são tratados como demônios.

Quem sabe um dia, num mundo menos violento,
Esses Anjos não passem por tanto sofrimento,
Infelizmente, pela mente maldosa,
E essa sociedade vaidosa,
Só vejo esse dia possível,
Não aqui no mundo, mais sim sobre as nuvens,
No paraíso, de onde vieram, o céu.



Jonathan de Souza

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Espelho Côncavo

Fiz esta poesia me referindo especialmente no caso dos policiais que mataram um garoto dentro de um carro, segundo os policiais o carro era parecido com o carro dos bandidos que eles estavam perseguindo, os policiais chegaram dando tiro dentro do carro, nessa morreu um garoto que comemoraria aniversário alguns dias depois. Isso foi o que a TV mostrou, imagine quantos casos desses são abafados.



Espelho Côncavo



Estava imaginando um mundo com o homem aranha,
sem morte, sem violência,
apenas com benevolência,
onde todos se dão bem até aparecer a falsa aparência.



Estou vendo um mundo de correria,
carros fugindo, carros perseguindo e
escutando balas rugindo,
são os bandidos da falsa aparência
que estão tentando acabar com minha inteligência.



GATE, GEPAR, BOPE, PMs, quem são ?
os BANDIDOS da nova geração ?
Balas perfurando meu crânio,
estou afudando no meu sangue,
ainda vivo, vejo que o mundo é um grande engano.



Agora vejo meu corpo de longe,
todos em volta, fui vencido,
então pergunto a Deus:
quem é réu e quem é bandido ?


Eron Murta Batista

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Diferenças e preferências !

Diferenças e preferências !
Quem são nossos amores?
os "negros "da senzala
ou "brancos " senhores ?
Uns ajudaram o País a prosperar,
outros só vieram a sufocar o direito do estudo,
o direito da igualdade ,
te arrancaram tudo ,
inclusive "o couro"na maldade,
me fizeram ver em você,
algo que não tem valor,
só prestaram atenção na sua cor,
mais vi no seu joelho o sangue que escorreu,
é tão vermelho quanto ao meu,
não viram suas mãos tão calejadas
e as minhas tão delicadas,

sua boca sedenta por água
e o meu suco que de tanto sobrava,
minha cama repleta de almofadas
e sua rede em noite gelada,
cada gota do seu suor me enriqueceu,
hoje vendo o ouro que é seu ,
estou no meu palácio,
cheio de conforto e comodidade,
e você no barraco,
esperando alguém enxergar a verdade .



Angélica trindade

Logo Mais


Logo mais o mundo acaba, e nossos sonhos não são realizados,
Logo mais a vida passa, fantasias e desejos não são completados,
Logo mais não da mais tempo,
Logo mais vem o sofrimento,
Logo mais o que era um sentimento puro de amor,
Se transforma em magoa, frustração e dor,
Faça o que se pode agora, é o certo a se fazer,
Para que mais tarde não se venha arrepender,
Pois a lágrima da rejeição dói menos,
Que a lágrima do arrependimento,
Que a lágrima causada por raiva de si mesmo,
Dor inexplicável, ataca seus pensamentos e sua
Felicidade de forma eficaz,
Por isso nunca faça nada, logo mais.


Jonathan de Souza

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Expressão

As vezes penso em te ligar,
só pra expressar o meu amar,
ai penso em te encontrar,
e poder lhe abraçar.

Dizer o quanto a amo,
ou simplesmente como te amo,
já não consigo tentar,
se o que sinto é maior do que possa expressar

Lembro-me do teu olhar,
daquele cheiro no ar,
que ao seu passar,
ele fica a pairar.

Me lembro das conversas,
dos versos intransitivos,
que eu criei ao seu alento,
agora quero,
passar contigo todo o tempo...


Eron Murta