Agradecemos sua visita.


Como a luz que ilumina a escuridão,
eis que surge o salvador, misantropo e ator,
camuflado nos refrexos dos seus olhos,
para lhe livrar da dor


Eron Murta

sábado, 30 de agosto de 2008

Nova Oligarquia

Acenderam no Brasil a chama da democracia;
Surgia a esperança do povo que perecia;
Põe fim à ditadura moralista, mórbida e fria;
Começa um novo processo político quem diria;
Poder pleno do povo, talvez o fim da burguesia;
Não! Começava um novo retrocesso, dia após dia;
Os sonhos duraram pouco, o plano Collor os destruía;
Novos bugueses surgiam, aglomerados em Brasília;
O nosso voto na urna seria a salvação, seria;
Mas a cada três políticos eleitos, um se corrompia;
Nada de ordem, nada de progresso, apatia;
Num dia de fúria, a classe média se revoltaria;
De caras pintadas nas ruas, o governo Collor cairia;
A nova cara do Brasil é de justiça, mesmo que tardia;
Mas tinta sai do rosto, a justiça sai de cena, covardia;
Não foi dessa vez que se realizou o sonho de democracia;
Novas eleições, novos políticos, mesmas atitudes, utopia;
O poder agora é de poucos, o poder do povo é ninharia;
O rico fica cada vez mais rico, o pobre sucumbia;
Para não perderem mais o controle, simples, burocracia;
Alterna-se-ão no poder ano após ano, o povo perdia;
Tão mais forte o povo não o poder do voto, dormia;
Com latência, moldaram a justiça, um foro os privilegia;
Até quem de esquerda se rotula, após eleito se aproveitaria;
Assim se concentra o poder sempre para os mesmos, nostalgia;
Meu sonho não acabou, o povo ainda pode ter o poder um dia;
Mas por enquanto não existe democracia, apenas uma nova oligarquia.


Alexandre - vulgo Teteti

Nenhum comentário: